quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Meu primeiro dia de aula na escola Ivone Santos

Hoje foi o primeiro dia em sala de aula na nova escola. É uma escola pequena, mas cheias de pessoas dignas e dispostas ao trabalho.

O prédio pertence ao prefeito de Portel, Paulo Ferreira, fruto de um governo passado medíocre em termos de providências materiais, pois não construiu novas escolas para acomodar a grande demanda que a cada ano aumenta. Até a secretaria da escola funciona na parte de baixo do prédio que aloja a rádio Arucará FM, também pertencente a Paulo Ferreira.

Pelao manhã, visitei a secretaria da escola para reunir os materiais necessários ao início de aula, inclusive levei um pen-drive para gravar o planejamento feito no ano passado, o qual vai ser utilizado ainda este ano. Coletei, evidentemente, papel chamex, cartolina, marcador para quadro branco, marcador permanente, apagador e outros.

À tarde, cheguei bem adiantado ao início e já tinha pais esperando ansiosamente para conhecer o professor de seus filhos. Não eram muitos, apenas cinco. E o total de alunos superava o de pais, já que lá estavam doze alunos. Não passou disso. Reuni rapidamente, deixando claro algumas situações, inclusive o dia de reuniões, entre outras questões comuns ao início do ano letivo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Seleção de turmas nas escolas de Portel: fato inusitado aconteceu



Pela primeira vez na vida eu presenciei um fato inusitado na educação portelense. E esta postagem é necessária, pois, durante toda a minha vida como professor eu nunca tinha visto antes.
Mas deixa eu comentar, primeiramente, sobre a boa recepção que tive na nova escola onde fui lotado.  A diretora, Odete Machado, mostrou-me as dependências da escola Ivone, desde as salas, banheiros, sala de informática, secretaria, enfim tudo que compõe uma unidade escolar. Em seguida, ela se apresentou e deu início à reunião, onde elencou todos os professores e deu boas vindas aos novos integrantes da equipe.
Ao ser concedida a palavra ao coordenador da escola, Rômulo, veio o fato inusitado a que aludi no começo desta postagem. Rômulo, após discutir vários aspectos importantes da educação e sua experiência e, também, ouvindo a experiência dos demais profissionais, deixou para última a questão. Tratava-se da distribuição de turmas. Claro, Rômulo estabeleceu alguns critérios, que estavam fixados numa folha de papel, cuja cópia foi entregue para cada professor. No início, encabeçava o vínculo do professor (concursado, contratado), passando por tempo de experiência no magistério, tempo de experiência com a série/ano; número de capacitações realizadas na área (cursos); avaliação da equipe gestora acerca do desempenho do professor na escola, tais como:
1.      Participação na elaboração e desenvolvimento dos trabalhos pedagógicos e outros de interesse da escola;
2.      Desempenho satisfatório do trabalho com a turma, no que se refere ao bom aproveitamento dos alunos no ano letivo;
3.      Participação das atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade;
4.      Participação dos períodos dedicados ao planejamento da escola;
5.      Participação nas reuniões mensais, bimestrais e semestrais da escola;
6.      Pontualidade e Assiduidade no trabalho.

E, por último, a solicitação do professor. Claro que achei louvável a postura democrática diante dessa situação que nunca tinha constatado nas escolas por onde passei. Geralmente essa distribuição é feita pelos generais da secretaria, diretora estilo Hitler e os eternos grupinhos chamados de panelinha.
No entanto, apesar de achar a atitude meritória, considerei junto aos meus pares, inclusive com questionamentos sobre um setor de estatísticas para servir de embasamento quanto ao quesito de desempenho satisfatório com a turma. Ora, afirmei que os dados provenientes de um relatório atualmente feito pelos coordenadores se restringem a textos, porém, nesse caso, os números poderiam muito bem contrariar. Por exemplo, recebi uma turma com 70% de alunos analfabetos e, ao final do ano letivo, reverti a situação. No entanto, tal dado não consta na avaliação mostrada no relatório.
Da mesma forma, considerei também o item número 4 (Número de capacitações realizadas na área – cursos). Nesta, além de relatar a seleção dos professores que deveriam constar na lista dos cursos – em cujo bojo eu nunca constei! -, perguntei porque não havia vaga para todos os professores, lembrando que nos tempos chamados ditatoriais, todos os professores eram convocados a participar. Lembrei também que agora, que os senhores democráticos passaram pelo poder, a direção da escola afixava no quadro de avisos os professores “contemplados”. Então, a meu ver, o item número 4 é, afirmei, injusto.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E no meio do caminho tinha uma pedra...

Credo! No ano passado fui colocado numa escola em que a única sala que não tinha arcondicionado era a minha! Parece coisa do rabudo! As criancinhas reclamavam à beça do calor!

Bem, não foi a única coisa que percebi. Notei que, dada a triste realidade da rotatividade, não participei do planejamento. Quando chegui lá, já estava tudo planejado. Um deus nos acuda!

Este ano, sob nova administração, a coisa tá seguindo no mesmo rumo. Não sei se o rumo é das pedras ou do mar. Não é mar porque aqui só tem rios, igarapés, baias e enseadas (tem córregos, é verdade). Mas pedras, sumano, tem muitas. E não estamos falando do seixo, que furtam diariamente sem atentar para as leis ambientais, estou falando daquela pedra no caminho, caramba! Pessoas que tem uma pedra no lugar do cérebro. Pronto, falei.